Pílulas: Literatura e transe democrático

Neste período de crises mundo afora vem se formando toda uma produção literária que busca, de maneira mais ou menos direta, retratar e interpretar o momento histórico imediato pelo qual passamos. No Brasil, desde os protestos de 2013 e o posterior transe em que passou a viver nossa democracia, o mesmo fenômeno vem acontecendo, com resultados ora interessantes, ora nem tanto.

Agora esse esforço ganhou um nome de peso, o do escritor Luiz Ruffato, que lançou no final de abril o romance O Verão Tardio. A história de um homem abandonado pela mulher e filho, e que decide revisitar sua cidade natal e reencontrar amigos e familiares, vem sendo interpretada como metáfora da incomunicabilidade de classes e grupos político-sociais no país. Aguardem resenha.

Assim como fiz com O Verão Tardio, já havia falado por aqui de outros livros que estavam pra ser lançados e que agora já podem ser encontrados nas livrarias. É o caso de três importantes novas edições de clássicos, que saem também com novas traduções: O Jogo da Amarelinha (Companhia das Letras), de Julio Cortázar; A Metamorfose (Editora Antofágica), de Kafka; e O Apanhador no Campo de Centeio (Editora Todavia), de J.D. Salinger.

 Também me chamaram a atenção nesses dias dois outros lançamentos que talvez inaugurem as resenhas de obras não-ficção no perfil: Sobre o Autoritarismo Brasileiro, da historiadora Lilia Moritz Shwarcz; e O Oráculo da Noite – a história e a ciência do sonho, de um dos maiores neurocientistas do país, Sidarta Ribeiro.⠀⠀

 Voltando à literatura, quer dizer, ao ofício de fazer literatura, uma boa dica para quem quer se aventurar na área parece ser o manual de escrita criativa Escrever Ficção, de Luiz Antonio de Assis Brasil. Lançado há pouco pela Companhia das Letras, o livro é recomendado por escritores como Michel Laub, Carol Bensimon e Daniel Galera. Assis Brasil é fundador da mais antiga oficina literária brasileira em funcionamento na área acadêmica, mais especificamente na PUC do Rio Grande do Sul.

Livros citados: O Verão Tardio (Luiz Ruffato), O Jogo da Amarelinha (Julio Cortázar), A Metamorfose (Franz Kafka), O Apanhador no Campo de Centeio (J. D. Salinger), Sobre o Autoritarismo Brasileiro (Lilia Moritz Shwarcz), O Oráculo da Noite – A história e a ciência do sonho (Sidarta Ribeiro) e Escrever Ficção (Luiz Antônio de Assis Brasil).

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